Marcadores cardíacos laboratoriais e avaliação coronariana por imagem

Foto: arquivo pessoal

Palestra do biomédico Carlos Danilo Cardoso discorrerá sobre a importância do Diagnóstico diferencial do IAM e as possibilidades de prevenção

Os marcadores cardíacos laboratoriais e os exames de imagem auxiliam na intervenção terapêutica de pacientes na iminência ou já vítima de um infarto. Ainda bastante utilizados no diagnóstico, mas com otimista possibilidade de atuarem também na prevenção, esses procedimentos serão o foco da palestra “Diagnóstico diferencial do IAM: Marcadores cardíacos laboratoriais e avaliação coronariana por imagem“, Carlos Danilo Cardoso Matos Silva, biomédico imaginologista e analista clínico, mestre em Biotecnologia, professor da pós-graduação em Cardiologia e Hemodinâmica da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) e segundo secretário do CRBM-2. A apresentação será dia 26, às
15h50, no 3º CBCO.

“É um tema relevante para a saúde pública, por isso é importante que o biomédico entenda os avanços dos novos marcadores laboratoriais e de risco que vêm surgindo, além dos exames de imagem, todos fundamentados em pesquisas científicas”, adverte o palestrante. O infarto agudo do miocárdio (IAM) acomete milhares de pessoas no Brasil e no mundo. A condição de isquemia, ou seja, a falta de oxigenação nas células que compõem o músculo cardíaco pode resultar em lesão ou morte. Muitos profissionais de saúde, infelizmente, não sabem identificar com exatidão os sinais e sintomas de um IAM.

O diagnóstico diferencial é possibilitado através de três condições apresentadas pelo paciente, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Uma dessas condições são as alterações sintomáticas – dor no peito que irradia para a mandíbula, costas e membro superior esquerdo; tontura; cansaço e falta de ar. Na unidade de saúde, o paciente deve ser submetido a um eletrocardiograma. No exame será verificada alguma alteração, do contrário será necessária a avaliação seriada dos marcadores cardíacos laboratoriais.

“Deve haver cuidado na confirmação do diagnóstico diferencial em relação a outras patologias com sintomas parecidos com o do IAM e que também podem apresentar lesões do miocárdio. Ou seja, o objetivo é identificar o problema e buscar um tratamento mais rápido para evitar complicações, bem como o diagnóstico diferencial”, detalha o biomédico Carlos Danilo Cardoso.

Marcadores e imagem

A elevação dos marcadores laboratoriais na corrente sanguínea, associada às alterações no eletrocardiograma, indica que houve lesão no músculo cardíaco. Os marcadores mais utilizados são as enzimas Troponina, com bastante especificidade para diagnóstico, e que se eleva a partir de 4 horas após o início dos sintomas do infarto do miocárdio. Também a CK-MB, com elevação em 3 horas e pico em 24 horas. “Existem outros marcadores não tão específicos, mas que auxiliam muito no diagnóstico por se elevar rapidamente, como é o caso da Mioglobina”, exemplifica.

Sobre o diagnóstico por imagem, o palestrante aborda a importância da Angiografia Coronariana, conhecida por cateterismo cardíaco, para avaliação da extensão da lesão e da obstrução que ocorrem na artéria coronária que irriga o coração. Há ainda a Angiotomografia, um tipo de tomografia computadorizada com reconstruções tridimensionais e imagens que fornecem com precisão a área tanto da obstrução quanto da calcificação da placa de gordura na artéria. “Cito ainda a Cintilografia de Perfusão do Miocárdio e os avanços em Ressonância Magnética cardíaca”, diz.

A boa notícia é que já existem vários marcadores laboratoriais sendo pesquisados em instituições científicas e universidades com o intuito de atuarem preventivamente. São os marcadores de risco do IAM – Fibrinogênio, Lipoproteína A, Apoliproteína B – com resultados satisfatórios em testes in vivo para serem utilizados daqui a alguns anos na prática clínica laboratorial. “Será um avanço significativo para quem tem associado à sua vida cotidiana fatores de risco de infarto”, conclui Carlos Danilo, que é um dos Gêmeos da Biomedicina. (Imprensa CRBM-3)

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